Evento na Fábrica do Samba levou bom público para curtir a prévia do que será apresentado no Anhembi em março de 2019
"Quando toca a sirene, o coração do sambista batuca também”.
Faltam menos de três meses para o maior espetáculo da Terra e os paulistanos já tiveram um pequeno gostinho do que os aguarda nos primeiros dias do mês de março de 2019. A Liga das Escolas de Samba de São Paulo realizou seu tradicional evento de lançamento do CD de sambas-enredo no último sábado (01), na Fabrica do Samba. Um encontro de milhares de sambistas com o seu público apaixonado por essa cultura que cresce a cada ano.
Mesmo depois de dois dias chuvosos, até o sol apareceu para prestigiar o pequeno desfile das 34 agremiações dos grupos Acesso II, Acesso I e Especial.
Foram quase 17 horas de festa, fato que colocou, mais uma vez, a megalópole do sudeste em evidência nos noticiários do país.
Fogos de artifícios, protótipos, bandeiras e canto afinado fizeram parte do espetáculo e mostraram o que a escolas já ensaiaram para os desfiles oficiais.
Em ampla cobertura, o JIO Folia mostra para você tudo o que aconteceu no evento mais tradicional da nossa folia.
A tarde ensolarada de sábado contrariou as previsões de tempo e a região da Barra Funda começou a receber um público ainda tímido e receoso com algumas nuvens no céu. Dentro da Fábrica do Samba, as escolas se preparavam para começar seus desfiles. São 12 escolas que brigam por uma vaga no Acesso I e, posteriormente, o grupo Especial. Casais de mestre-sala e porta-bandeira desfilam pela pista improvisada. A locução oficial anunciou que a primeira escola. Já é carnaval, a folia de Momo abraça a selva de pedra.
Grupo de Acesso II
Destaques: Estrela do Terceiro Milênio, Unidos de Santa Bárbara, Uirapuru da Moóca, Dom Bosco e Imperador do Ipiranga.
Integrada a Liga recentemente, as 12 escolas do grupo de Acesso II levaram grande contingente de suas comunidades para a Fábrica do Samba.As agremiações trouxeram enredos versáteis com componentes sorridentes e desfilaram como se estivessem no desfile oficial, que ocorrerá no dia 4 março. As escolas apresentaram organização e canto forte.
Após a apresentação das escolas do acesso II, São Pedro decidiu lavar a alma dos sambistas enviando um temporal que começou moderado e, que por alguns minutos, castigou os sambistas do grupo de Acesso I. Nada porém que não fosse superado com a garra daqueles bravos guerreiros que estavam representando os seus pavilhões. Em pouco menos de uma hora, o tempo firmou novamente e, assim, ficou até o final das apresentações da noite.
Grupo de Acesso I
Destaques: MUM, Unidos do Peruche, Independente Tricolor e Barroca Zona Sul.
Chamado de 'grupo da morte' por possuir escolas de grande tradição dentro do universo do carnaval, oito escolas brigam por duas vagas no grupo especial. Da recém-promovida Mocidade Unida da Moóca a Pérola Negra, todas as escolas buscaram deixar as melhores impressões ao público mostrando que estão aptas a desfilarem junto das escolas de elite do nosso carnaval.
MUM: A escola da Mooca provou porque tem encantado a crítica especializada. Com um contingente extremamente organizado, a escola cantou por todo o tempo de desfile. O enredo “Manto Sagrado” foi ecoado por toda escola e a apresentação deixou os presentes ansiosos pelos ensaios técnicos que estão por vir.
Independente: A volta ao Acesso I parece ter modificado as emoções da escola tricolor. Cantando durante todo o tempo, a comunidade mostrou a organização, característica forte da Independente. Mesmo a forte chuva não impediu a escola de evoluir de forma segura e coesa. Destaques para o time de canto, chefiado por Rafael Pinah, e a bateria Ritmo Forte, do mestre Klemen Gioz.
Barroca Zona Sul: A faculdade do samba mostrou porque brigou cabeça a cabeça com Águia de Ouro e Colorado do Brás por uma vaga no grupo Especial na apuração deste ano. Mesmo com o dilúvio que caiu durante sua apresentação, a escola flutuou pela passarela com canto ensurdecedor e harmonia perfeita. O intérprete Pixulé e a bateria Tudo Nosso, do mestre Acerola, sustentaram o canto da comunidade que exaltou Oxóssi no enredo “Ôke Arô”. A apresentação beirou a perfeição.
Nenê de Vila Matilde: Homenageando a madrinha carioca Portela, a comunidade da zona leste cantou alto seu samba-enredo. Com evolução descontraída, a escola foi bem sustentada pela Bateria de Bamba comandada por mestre Matheus.
Leandro de Itaquera: Mais uma comunidade da zona leste na pista. A escola cantou de forma moderada e evoluiu sem sustos. Destaque para o intérprete Juninho Branco e a comunidade cantando a história do caboclo Ubatuba.
Camisa Verde e Branco: Em reconstrução, o trevo da Barra Funda levou um contingente menor do que as demais escolas ao lançamento do CD. Presa ao tempo estipulado para desfilar, o Camisa teve dificuldades no canto do samba deste ano. Destacamos o time de canto e o intérprete Tiganá.
Unidos do Peruche: Uma das escolas mais esperadas do Acesso I não decepcionou em sua apresentação. Com grande contingente e embalada por sua comunidade, a Peruche cantou a africanidade e fez grande apresentação. Destaques para o time de canto, do intérprete Toninho Penteado, e para a bateria Rolo Compressor, do mestre Call.
Pérola Negra: Fechando os desfiles das escolas do acesso I, a escola da Vila Madalena apresentou-se de forma regular. Destaque para bateria Swing da Madá do mestre Fernando Neninho.
Após a apresentação das escolas do grupo de Acesso I, o presidente da Liga-SP Paulo Sérgio Ferreira e todos os dirigentes das agremiações subiram ao palco para homenagear o prefeito em exercício Bruno Covas. O gestor ganhou uma réplica em tamanho menor do troféu dado a escola campeã do grupo Especial. Além disso, Bruno Covas e o vereador Milton Leite foram homenageados com a placa de disco de ouro do CD deste carnaval. Agradecendo ao carinho do mundo do samba, Covas salientou o compromisso em finalizar as obras da Fábrica do Samba. Ele divulgou em primeira mão aos presentes um incentivo federal por meio do Ministério das Cidades. O valor repassado é de 40 milhões de reais. Ao final dos discursos, os pavilhões das escolas do grupo Especial e Acesso I adentraram a passarela anunciando que a elite do carnaval estava por vir.
Grupo Especial
Destaques: Acadêmicos do Tatuapé, Águia de Ouro, Mocidade Alegre, Colorado do Brás, Vai-Vai, Dragões da Real, Império de Casa Verde e Mancha Verde.
A elite paulistana entra em cena. São 14 escolas disputando a sonhada taça de primeiro lugar. Mostrando garra, bossas ousadas e enredos que mexem com o imaginário do público, as escolas do grupo Especial realizaram um belo espetáculo. Evidenciamos a organização das escolas e a disciplina dos componentes em realizar uma apresentação digna de cinema - sem spoilers. Apenas uma escola na terça-feira de apuração será a campeã. Não deixe de conferir as cenas que estão reservadas para os dias 01 e 02 de março de 2019 no Anhembi.
Dragões da Real: Sem perder tempo, a escola da Vila Anastácio abriu as apresentações com enorme contingente e sincronizada como um relógio inglês. Falando sobre tempo, a evolução da escola brincou com as frases de efeito do samba tornando a apresentação leve e descontraída.
Império de Casa Verde: Exaltando o cinema, o tigre guerreiro do Brasil impressionou com seu canto forte e organizado. Destaque para a harmonia entre os componentes e a organização dos chefes de ala. A Barcelona do samba, de mestre Zóinho, e o intérprete Carlos Junior incendiaram a apresentação garantindo a coesão e linearidade do canto da comunidade.
Mancha Verde: Embalada pela melhor colocação de sua história, a escola da Barra Funda impressionou por seus figurinos e organização no canto de seu samba-enredo. A escola evoluiu de forma constante sob a regência de Jorge Freitas, seu carnavalesco. Destaque para o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marcelo Silva e Adriana Gomes, e para o time de canto liderado por Freddy Viana.
Acadêmicos do Tucuruvi: A escola da Cantareira realizou uma apresentação correta com evolução solta e canto forte nos refrões. Destaque para o casal de mestre-sala e porta-bandeira Kawan e Waleska e para bateria do Zaca, de mestre Guma Sena.
Acadêmicos do Tatuapé: Bicampeã do carnaval paulistano, a escola da zona leste mostrou porque entra forte na briga pelo título de 2019. Na apresentação, a Tatuapé mostrou alas organizadas, canto extremamente forte e um carro de som interativo. Destaques para bateria Qualidade Especial, de mestre Higor, e para comissão de frente.
X-9 Paulistana: Homenageando o sambista Arlindo Cruz, a escola da Parada Inglesa caprichou no canto de um dos sambas mais comentados do pré-carnaval. Com um contingente menor de desfilantes, a X-9 esbanjou simpatia e emoção em uma apresentação correta.
Tom Maior: Empolgada com o melhor resultado de sua trajetória, a vermelho e amarelo cantou e mostrou que vem se preparando da maneira correta para conquistar novos desafios. Destaque para bateria Tom 30, de mestre Carlão.
Águia de Ouro: Uma das apresentações mais surpreendentes da noite. A comunidade da Pompéia cantou o enredo que questiona a história do Brasil. A primeira parte da apresentação cantada pela sambista mirim Giovana Galdino emocionou os presentes e sacramentou o estilo de Laíla de comandar. As alas desfilaram organizadas e a comunidade mostrou canto linear. A comunidade azul e branco sacudiu a passarela sob a sinfonia da Batucada da Pompéia, de mestre Juca.
Colorado do Brás: Depois de 25 anos após sua última participação no grupo Especial, a vermelho e branco deu um show em sua apresentação. Cantando o Quênia por meio do fio condutor 'Hakuna Matata', a escola mostrou que está disposta a brigar pelas posições de topo.
Destaque: O intérprete Chitão Martins, que usou um capacete com uma pedra encrustada para promover o seu bordão “prepara o capacete, que lá vem pedrada”, a rainha Muriel Quixaba e a comunidade da Colorado.
Mocidade Alegre: Vice-campeã do último concurso, a escola do bairro do Limão mostrou a organização e canto lineares que fazem com que seja uma das favoritas, antes mesmo do período de pré-carnaval. As alas coreografadas em determinadas partes do samba mostraram o domínio que sua presidente e seu time de harmonias possuem. Destaques para o primeiro casal de mestre- sala e porta- bandeira, Emerson e Karina, e para a comunidade que cantou o samba-enredo do início ao fim da apresentação.
Vai-Vai: Cantando a negritude, a escola do povo arrebatou o público com um desfile leve e canto constante. As alas leves e sorridentes demonstravam domínio sobre o samba mais extenso e com nuances e mais difíceis de se executar. Destaque para intérprete Grazzi Brasil e para bateria Pegada de Macaco, de mestre Tadeu e mestre Beto.
Rosas de Ouro: Cantando a Armênia, a comunidade da Roseira apresentou-se de forma descontraída e canto forte principalmente nos momentos em que o nome da escola era entoado. Destaque para a Bateria com Identidade, de mestre Rafa.
Unidos de Vila Maria: Buscando seu primeiro título do grupo Especial a escola do Jardim Japão trouxe grande contingente para Fábrica do Samba. De forma organizada e descontraída, a agremiação apresentou seu enredo em homenagem ao país andino Peru. Destaques para bateria Cadência da Vila, de mestre Moleza, e para comissão de frente.
Gaviões da Fiel Torcida: Já passava das 4 da manhã e mestre Ciro Castilho adentrou a passarela da Fábrica do Samba com a bateria Ritimão. Embalada pelos presentes que cantaram a plenos pulmões seu samba exaltação, a escola vai reeditar o enredo “A Saliva do Santo e o Veneno da Serpente” (1994). A comunidade cantou ferozmente o samba que vice-campeonato para a escola há 25 anos atrás. A empolgação foi tamanha que o tempo da escola estourou a os integrantes cantaram sem a presença de Ernesto Texeira e o time de canto. Destaques para bateria Ritimão, e para o público que ficou aguardando até o que a última batida de surdo cessasse.
"Quando toca a sirene, o coração do sambista batuca também”.
Faltam menos de três meses para o maior espetáculo da Terra e os paulistanos já tiveram um pequeno gostinho do que os aguarda nos primeiros dias do mês de março de 2019. A Liga das Escolas de Samba de São Paulo realizou seu tradicional evento de lançamento do CD de sambas-enredo no último sábado (01), na Fabrica do Samba. Um encontro de milhares de sambistas com o seu público apaixonado por essa cultura que cresce a cada ano.
Mesmo depois de dois dias chuvosos, até o sol apareceu para prestigiar o pequeno desfile das 34 agremiações dos grupos Acesso II, Acesso I e Especial.
Foram quase 17 horas de festa, fato que colocou, mais uma vez, a megalópole do sudeste em evidência nos noticiários do país.
Fogos de artifícios, protótipos, bandeiras e canto afinado fizeram parte do espetáculo e mostraram o que a escolas já ensaiaram para os desfiles oficiais.
Em ampla cobertura, o JIO Folia mostra para você tudo o que aconteceu no evento mais tradicional da nossa folia.
![]() |
Grande público acompanhou as apresentações das 34 escolas na Fábrica do Samba em prévia do que serão os desfiles oficiais dos dias 01 a 04 de março de 2019 (Crédito: Amantes do Carnaval de São Paulo)
|
Time de canto da Barroca Zona Sul antes de sua apresentação (Crédito:Studio Anart43)
Primeiro casal de mestre sala e porta bandeira da Unidos do Peruche que disputa uma vaga no grupo especial do carnaval (Crédito: Éder Malta/JIO Folia)
Presidente da Acadêmicos do Tucuruvi Sr. Jamil durante a apresentação da escola (Crédito: Éder Malta/JIO Folia)
O astro-rei mostra suas credenciais, vai começar o espetáculo
A tarde ensolarada de sábado contrariou as previsões de tempo e a região da Barra Funda começou a receber um público ainda tímido e receoso com algumas nuvens no céu. Dentro da Fábrica do Samba, as escolas se preparavam para começar seus desfiles. São 12 escolas que brigam por uma vaga no Acesso I e, posteriormente, o grupo Especial. Casais de mestre-sala e porta-bandeira desfilam pela pista improvisada. A locução oficial anunciou que a primeira escola. Já é carnaval, a folia de Momo abraça a selva de pedra.
Vista da passarela onde os sambistas desfilaram na apresentação de seus enredos. (Crédito: Luiz Henrique/JIO Folia)
Destaques: Estrela do Terceiro Milênio, Unidos de Santa Bárbara, Uirapuru da Moóca, Dom Bosco e Imperador do Ipiranga.
Integrada a Liga recentemente, as 12 escolas do grupo de Acesso II levaram grande contingente de suas comunidades para a Fábrica do Samba.As agremiações trouxeram enredos versáteis com componentes sorridentes e desfilaram como se estivessem no desfile oficial, que ocorrerá no dia 4 março. As escolas apresentaram organização e canto forte.
Após a apresentação das escolas do acesso II, São Pedro decidiu lavar a alma dos sambistas enviando um temporal que começou moderado e, que por alguns minutos, castigou os sambistas do grupo de Acesso I. Nada porém que não fosse superado com a garra daqueles bravos guerreiros que estavam representando os seus pavilhões. Em pouco menos de uma hora, o tempo firmou novamente e, assim, ficou até o final das apresentações da noite.
Grupo de Acesso I
Destaques: MUM, Unidos do Peruche, Independente Tricolor e Barroca Zona Sul.
Chamado de 'grupo da morte' por possuir escolas de grande tradição dentro do universo do carnaval, oito escolas brigam por duas vagas no grupo especial. Da recém-promovida Mocidade Unida da Moóca a Pérola Negra, todas as escolas buscaram deixar as melhores impressões ao público mostrando que estão aptas a desfilarem junto das escolas de elite do nosso carnaval.
MUM: A escola da Mooca provou porque tem encantado a crítica especializada. Com um contingente extremamente organizado, a escola cantou por todo o tempo de desfile. O enredo “Manto Sagrado” foi ecoado por toda escola e a apresentação deixou os presentes ansiosos pelos ensaios técnicos que estão por vir.
Debutando no grupo de Acesso I, a MUM faz sua estreia tendo como objetivo desfilar no grupo especial do carnaval de São Paulo (Crédito: Mundo de Thy/YouTube)
Independente: A volta ao Acesso I parece ter modificado as emoções da escola tricolor. Cantando durante todo o tempo, a comunidade mostrou a organização, característica forte da Independente. Mesmo a forte chuva não impediu a escola de evoluir de forma segura e coesa. Destaques para o time de canto, chefiado por Rafael Pinah, e a bateria Ritmo Forte, do mestre Klemen Gioz.
Buscando retorno ao grupo especial a Independente Tricolor realizou desfile sob forte chuva e surpreendeu os presentes com harmonia e canto impecáveis (Crédito:Amantes do Carnaval de São Paulo/YouTube)
Barroca Zona Sul: A faculdade do samba mostrou porque brigou cabeça a cabeça com Águia de Ouro e Colorado do Brás por uma vaga no grupo Especial na apuração deste ano. Mesmo com o dilúvio que caiu durante sua apresentação, a escola flutuou pela passarela com canto ensurdecedor e harmonia perfeita. O intérprete Pixulé e a bateria Tudo Nosso, do mestre Acerola, sustentaram o canto da comunidade que exaltou Oxóssi no enredo “Ôke Arô”. A apresentação beirou a perfeição.
Mesmo com forte chuva, a Barroca realizou uma das melhores apresentações da noite mostrando porque brigou palmo a palmo com Águia e Colorado pelo acesso ao grupo especial em 2018 (Crédito: SRZD/YouTube)
Nenê de Vila Matilde: Homenageando a madrinha carioca Portela, a comunidade da zona leste cantou alto seu samba-enredo. Com evolução descontraída, a escola foi bem sustentada pela Bateria de Bamba comandada por mestre Matheus.
Prestes a completar 70 anos a águia da zona leste vai a Madureira homenagear sua madrinha Portela (Crédito: Éder Malta/JIO Folia)
Leandro de Itaquera: Mais uma comunidade da zona leste na pista. A escola cantou de forma moderada e evoluiu sem sustos. Destaque para o intérprete Juninho Branco e a comunidade cantando a história do caboclo Ubatuba.
Leandro de Itaquera na passarela da Fábrica do Samba (crédito: SRZD/YouTube)
Vislumbrando áureos tempos o Camisa Verde e Branco se inspira nos contos infantis da Disney mas voltados a África para voltar ao grupo especial do carnaval (Crédito: Éder Malta/JIO Folia)
Unidos do Peruche: Uma das escolas mais esperadas do Acesso I não decepcionou em sua apresentação. Com grande contingente e embalada por sua comunidade, a Peruche cantou a africanidade e fez grande apresentação. Destaques para o time de canto, do intérprete Toninho Penteado, e para a bateria Rolo Compressor, do mestre Call.
A Unidos do Peruche vai a mãe África para tentar retornar ao grupo especial no carnaval 2019 (Crédito: Éder Malta/JIO Folia)
Pérola Negra: Fechando os desfiles das escolas do acesso I, a escola da Vila Madalena apresentou-se de forma regular. Destaque para bateria Swing da Madá do mestre Fernando Neninho.
Pérola Negra durante apresentação no lançamento do cd carnaval 2019 (Crédito: Amantes do Carnaval de São Paulo/YouTube)
Homenagens ao prefeito e compromisso com a finalização da Fábrica do Samba
Após a apresentação das escolas do grupo de Acesso I, o presidente da Liga-SP Paulo Sérgio Ferreira e todos os dirigentes das agremiações subiram ao palco para homenagear o prefeito em exercício Bruno Covas. O gestor ganhou uma réplica em tamanho menor do troféu dado a escola campeã do grupo Especial. Além disso, Bruno Covas e o vereador Milton Leite foram homenageados com a placa de disco de ouro do CD deste carnaval. Agradecendo ao carinho do mundo do samba, Covas salientou o compromisso em finalizar as obras da Fábrica do Samba. Ele divulgou em primeira mão aos presentes um incentivo federal por meio do Ministério das Cidades. O valor repassado é de 40 milhões de reais. Ao final dos discursos, os pavilhões das escolas do grupo Especial e Acesso I adentraram a passarela anunciando que a elite do carnaval estava por vir.
Os dirigentes das escolas de samba e o prefeito em exercício Bruno Covas no palco o da Fábrica do Samba (Crédito: Divulgação)
O prefeito também foi homenageado com uma réplica do troféu dado a escola campeã do grupo especial do carnaval de São Paulo (Crédito: Marcelo Almeyda/JIO Folia)
Grupo Especial
Destaques: Acadêmicos do Tatuapé, Águia de Ouro, Mocidade Alegre, Colorado do Brás, Vai-Vai, Dragões da Real, Império de Casa Verde e Mancha Verde.
A elite paulistana entra em cena. São 14 escolas disputando a sonhada taça de primeiro lugar. Mostrando garra, bossas ousadas e enredos que mexem com o imaginário do público, as escolas do grupo Especial realizaram um belo espetáculo. Evidenciamos a organização das escolas e a disciplina dos componentes em realizar uma apresentação digna de cinema - sem spoilers. Apenas uma escola na terça-feira de apuração será a campeã. Não deixe de conferir as cenas que estão reservadas para os dias 01 e 02 de março de 2019 no Anhembi.
Dragões da Real: Sem perder tempo, a escola da Vila Anastácio abriu as apresentações com enorme contingente e sincronizada como um relógio inglês. Falando sobre tempo, a evolução da escola brincou com as frases de efeito do samba tornando a apresentação leve e descontraída.
A Dragões da Real continua sua busca pelo título inédito do carnaval. Em 2019 a escola da Vila Anastácio falará sobre o tempo na passarela do Anhembi (Crédito: Éder Malta/JIO Folia)
Império de Casa Verde: Exaltando o cinema, o tigre guerreiro do Brasil impressionou com seu canto forte e organizado. Destaque para a harmonia entre os componentes e a organização dos chefes de ala. A Barcelona do samba, de mestre Zóinho, e o intérprete Carlos Junior incendiaram a apresentação garantindo a coesão e linearidade do canto da comunidade.
A Império de Casa Verde trás o cinema para o sambódromo do Anhembi em busca do tetra campeonato do grupo especial (Crédito: Marcelo Almeyda/JIO Folia)
Mancha Verde: Embalada pela melhor colocação de sua história, a escola da Barra Funda impressionou por seus figurinos e organização no canto de seu samba-enredo. A escola evoluiu de forma constante sob a regência de Jorge Freitas, seu carnavalesco. Destaque para o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marcelo Silva e Adriana Gomes, e para o time de canto liderado por Freddy Viana.
Embalada pelo melhor resultado de sua história a Mancha Verde busca o primeiro campeonato no grupo especial do carnaval de São Paulo (Crédito: Éder Malta/JIO Folia)
Acadêmicos do Tucuruvi: A escola da Cantareira realizou uma apresentação correta com evolução solta e canto forte nos refrões. Destaque para o casal de mestre-sala e porta-bandeira Kawan e Waleska e para bateria do Zaca, de mestre Guma Sena.
Após incidente com fantasias em 2018 a escola da Cantareira busca título inédito no carnaval 2019 (Crédito: Éder Malta/JIO Folia)
Acadêmicos do Tatuapé: Bicampeã do carnaval paulistano, a escola da zona leste mostrou porque entra forte na briga pelo título de 2019. Na apresentação, a Tatuapé mostrou alas organizadas, canto extremamente forte e um carro de som interativo. Destaques para bateria Qualidade Especial, de mestre Higor, e para comissão de frente.
Academicos do Tatuapé apresentou-se mostrando determinação rumo a conquista do tricampeonato (Crédito: Marcelo Almeyda/JIO Folia)
X-9 Paulistana: Homenageando o sambista Arlindo Cruz, a escola da Parada Inglesa caprichou no canto de um dos sambas mais comentados do pré-carnaval. Com um contingente menor de desfilantes, a X-9 esbanjou simpatia e emoção em uma apresentação correta.
A X-9 Paulistana se inspira em Arlindo Cruz para tentar o terceiro campeonato no grupo especial (Crédito: Éder Malta/JIO Folia)
Tom Maior: Empolgada com o melhor resultado de sua trajetória, a vermelho e amarelo cantou e mostrou que vem se preparando da maneira correta para conquistar novos desafios. Destaque para bateria Tom 30, de mestre Carlão.
Após conquistar resultado significativo em 2018 a Tom Maior busca consolidar-se entre as gigantes do carnaval paulistano (Crédito: Éder Malta/JIO Folia)
Águia de Ouro: Uma das apresentações mais surpreendentes da noite. A comunidade da Pompéia cantou o enredo que questiona a história do Brasil. A primeira parte da apresentação cantada pela sambista mirim Giovana Galdino emocionou os presentes e sacramentou o estilo de Laíla de comandar. As alas desfilaram organizadas e a comunidade mostrou canto linear. A comunidade azul e branco sacudiu a passarela sob a sinfonia da Batucada da Pompéia, de mestre Juca.
Águia de Ouro realizando uma das melhores apresentações da noite no grupo especial (Crédito: Éder Malta/JIO Folia)
Destaque: O intérprete Chitão Martins, que usou um capacete com uma pedra encrustada para promover o seu bordão “prepara o capacete, que lá vem pedrada”, a rainha Muriel Quixaba e a comunidade da Colorado.
Colorado do Brás mostrou que abrirá o carnaval paulistano em grande estilo cantando o Quênia (Crédito: Marcelo Almeyda/JIO Folia)
Mocidade Alegre: Vice-campeã do último concurso, a escola do bairro do Limão mostrou a organização e canto lineares que fazem com que seja uma das favoritas, antes mesmo do período de pré-carnaval. As alas coreografadas em determinadas partes do samba mostraram o domínio que sua presidente e seu time de harmonias possuem. Destaques para o primeiro casal de mestre- sala e porta- bandeira, Emerson e Karina, e para a comunidade que cantou o samba-enredo do início ao fim da apresentação.
Atual vice campeã do carnaval, a morada do samba aposta na lenda do Ayakamaé para voltar a triunfar no grupo especial do carnaval (Crédito: Carnavalesco/YouTube)
Vai-Vai: Cantando a negritude, a escola do povo arrebatou o público com um desfile leve e canto constante. As alas leves e sorridentes demonstravam domínio sobre o samba mais extenso e com nuances e mais difíceis de se executar. Destaque para intérprete Grazzi Brasil e para bateria Pegada de Macaco, de mestre Tadeu e mestre Beto.
Buscando um novo recomeço a escola da Bela Vista exalta a negritude com o enredo "O quilombo do futuro" (Crédito: Carnavalesco/YouTube)
Rosas de Ouro: Cantando a Armênia, a comunidade da Roseira apresentou-se de forma descontraída e canto forte principalmente nos momentos em que o nome da escola era entoado. Destaque para a Bateria com Identidade, de mestre Rafa.
Rosas de Ouro abusou do canto forte principalmente nos momentos em que seu nome era exaltado (Crédito: Marcelo Almeyda/JIO Folia)
Unidos de Vila Maria: Buscando seu primeiro título do grupo Especial a escola do Jardim Japão trouxe grande contingente para Fábrica do Samba. De forma organizada e descontraída, a agremiação apresentou seu enredo em homenagem ao país andino Peru. Destaques para bateria Cadência da Vila, de mestre Moleza, e para comissão de frente.
A Unidos de Vila Maria cantará o país andino Peru no carnaval 2019 em busca do inédito título do grupo especial (Crédito: Marcelo Almeyda/JIO Folia)
Gaviões da Fiel Torcida: Já passava das 4 da manhã e mestre Ciro Castilho adentrou a passarela da Fábrica do Samba com a bateria Ritimão. Embalada pelos presentes que cantaram a plenos pulmões seu samba exaltação, a escola vai reeditar o enredo “A Saliva do Santo e o Veneno da Serpente” (1994). A comunidade cantou ferozmente o samba que vice-campeonato para a escola há 25 anos atrás. A empolgação foi tamanha que o tempo da escola estourou a os integrantes cantaram sem a presença de Ernesto Texeira e o time de canto. Destaques para bateria Ritimão, e para o público que ficou aguardando até o que a última batida de surdo cessasse.
Reeditando o clássico samba de 1994 Gaviões da Fiel conta com a garra de sua comunidade para voltar ao posto máximo do carnaval (Crédito: Carnavalesco/YouTube)
Texto: Marcelo Almeyda
Edição: Lívia Martins
Ótima cobertura linda matéria!!!!!! é
ResponderExcluirSou seu fã!
ResponderExcluirNenê e Peruche merecem voltar ao grupo especial! Na Torcida!!!
ResponderExcluir